Sócrates e Jesus – O debate por Peter Kreeft

4 01 2016

 

TITULO: Sócrates e Jesus – O Debate

TITULO ORIGINAL: Socrates Meets Jesus: History’s Greatest Questioner Confronts the Claims of Christ

EDITORA: Editora Vida

AUTOR: Peter Kreeft

Nº de paginas: 107

NOTA DA REFORMA MONERGISTA: 7/10

LINK PARA O PDF NO FINAL

“O que aconteceria se Sócrates – sim, o Sócrates da Antiga Atenas – subitamente aparecesse no campus de uma Universidade conceituada e se inscrevesse no curso de teologia? O que pensaria ele acerca do progresso humano desde os seus dias? Como reagiria aos nossos valores? À nossa cultura? E o que pensaria ele acerca de Jesus?
Peter Kreeft, filósofo cristão e admirador de longa data do Sócrates histórico imagina o resultado. Neste drama Socrates encontra colegas de curso como Bertha Broadmind, Thomas Keptic e Molly Mooney. Ao longo, Kreeft tece uma intrigante teia que traz Sócrates cada vez mais perto de conhecer Jesus. Um surpreendente e provocador retrato da razão em busca da verdade.”

Kreeft é um excelente apologéta, e embora o titulo pareça um pouco enganador (tanto na versão inglesa como na portuguesa) este livro é realmente provocador, pois apesar de se tratar de um livro de apologética ao mesmo tempo é um sátira que procura colocar o dedo na ferida que é mentalidade liberal, seja no contexto eclesiástico ou secular.

Se gosta de filosofia, apologética e debate ao estilo de C. S. Lewis certamente vai gostar de este livro. Se não gosta de ler  pode ver uma adaptação do livro em peça (não faz justiça ao livro apesar de boa):

 

LINK PARA DOWLOAD PDF

 

 





Abandonem a Reforma e Estareis Abandonando o Evangelho

31 10 2011

“Então quando o diabo atirar os teus pecados à tua cara e declarar que mereces a morte e o inferno, diz-lhe isto: “Eu admito que mereço a morte e o inferno, e depois? Eu conheço um que sofreu e fez a satisfação no meu lugar. O seu nome é Jesus Cristo, Filho de Deus, e aonde ele estiver ali também eu estarei”

Martinho Lutero

Quatro cabelos da cabeça de Maria

Ali estavam elas. Reliquias. Uma data delas. Havia um pedaço de tecido da manta do bebé Jesus, treze pedaços do seu berço, uma palha da manjedoura, um pedaço de ouro de um Homem Sábio, três pedaços de mirra,  um pedaço de pão da ultima ceia, um espinho da coroa que Jesus utilizara na crucifixão, e, como ex-libris, a genuina pedra em que Jesus estava quando ascendeu para a destra do Pai. E em boa tradição católica, a abençoada Maria não havia sido esquecida. Ali estavam três pedaços de tecido da sua tunica, quatro do seu cinto, quatro cabelos da sua cabeça, e melhor ainda, sete pedaços do seu véu que havia sido tingido com o sangue de Cristo. Estas reliquias e inumeraveis outras (19.000 ossos dos santos!), estavam prontas para serem vistas por peregrinos piedosos. Esta colecção era o orgulho de Frederico “o Sábio”, eleitor da Saxonia, principe de Martin Luther. E elas estavam depositadas na igreja do castelo e Wittenberg, preparadas e prontas para exposição no Dia de Todos os Santos, 1 de Novembro de 1517.

Mas no meio de esta fanfarra toda estava o ingrediente essencial, nomeadamente, a procura de indulgencias. A veneração das reliquias seria acompanhada por indulgencias reduzindo o tempo no purgatório em 1.902.202 anos e 270 dias. Uma indulgencia, a total ou parcial remissão da punição pelos pecados, era tirada do Erário do Mérito, que era acumulada não apenas pela meritória obra de Cristo, mas também pelo superabundante mérito dos santos.

 No Mesmo Momento Que a Moeda Ressoa No Fundo do Cofre

Precisando de fundos para construir a Basílica de S. Pedro, o Papa Leão X começou a vender indulgencias. Mas qualquer indulgencia não bastava. Ele precisava de uma indulgencia para a total remissão dos pecados, uma que fizesse o pecador regressar ao estado de inocência recebida no baptismo. Até os horrores de anos no purgatório seriam removidos. Nem mesmo um pecado contra a Majestade Divina valeria mais que a eficácia de uma destas indulgencias. Em suma, se tivesses dinheiro suficiente, arrependimento estava à venda.

Não existia ninguém tão experiente como o Dominicano Johann Tetzel para vender esta oportunidade que aparece uma vez na vida. Indo de cidade em cidade com toda a pompa Romana, Tetzel expunha o caminho da culpa com força: “Escutem as vozes dos vossos entes queridos mortos dizendo: ” Piedade, Piedade. Estamos em terrivel tormento do qual nos podes livrar por uma insignificancia…Vais nos deixar aqui nas chamas? Retardarás a nossa glória prometida?”” E depois vinha o famoso “jingle” de Tetzel: “no mesmo momento que a moeda ressoa no fundo do cofre, a alma sai do purgatório.” Com apenas um quarto de florim podias liberta o teu ente querido das chamas do purgatório para o paraíso.

100-5=95 Teses

Martin Luther estava farto. Um ano antes, Lutero pregara contra as indulgencias. Desta vez ele colocaria as suas objecções por escrito. Em 95 teses Luther expunha o abuso das indulgencias. Assim que terminou, estas teses foram afixadas na porta da igreja do castelo. O biografo de Luther, Roland Bainton sumariza as 95 teses para nós: “Havia três pontos principais: uma objecção ao objectivo declarado de ganhar dinheiro, uma negação dos poderes do Papa sobre o purgatório, e uma consideração sobre o estado do pecador”

Apesar do protesto, Luther estava apenas a tentar ser um bom católico, reformando a Igreja de este abuso. De facto, neste momento, nenhuma referencia é feita à Sola Fide, Sola Scriptura, outras doutrinas da Reforma que eventualmente surgiriam. Ainda assim, essa semente já estava plantada.

A Sinagoga de Satanás

E elas surgiram. Apesar das teses de Luther terem sido escritas em Latim para debate académico, outros as traduziram para o vernacular e espalharam-nas pela Alemanha. De repente, o protesto de Luther era o tema de discussão na cidade

Tetzel foi o primeiro a explodir, reclamando que Luther fosse queimado na estaca como herético. A seguir o Cardeal Cajetan em Outubro de 1518 no assembleia imperial de Augsburg, Luther foi interrogado durante  três dias e foi-lhe ordenado que se retratasse, mas Luther não cumpriu. Luther escreveu, o cardeal “não produziu uma silaba de Escritura” mas dependia  em pais da igreja escolásticos. Declarado herege por Cajetan, Luther regressou a casa temendo pela sua vida.

Mas o maior desafio viria em Junho de 1519 com o orador católico Johann Eck, a quem Luther chamava “aquela pequena besta sedenta de glória”. Eck trouxe a verdadeira questão para cima da mesa: quem tinha a autoridade final, A Palavra de Deus ou o papa? Para Eck, a Escritura recebia a sua autoridade do papa. Luther discordava fortemente e ao fazer isto foi rapidamente associado a outros hereges como Wycliffe e Jan Hus. Inicialmente Luther negou essa associação, mas numa pausa durante o debate ele apercebeu-se que Hus ensinara precisamente aquilo em que ele acreditava. Eck retornou a Roma para reportar os seus achados ao papa, e Luther saiu do debate ainda mais convencido que a Escritura, não o papa, era a única e autoridade. Adicionalmente, Luther apercebeu-se que se o papa era sempre a autoridade sobre a Escritura, reformar a partir do interior se tornaria impossivel. Como Michael Reeves explica: “A palavra do papa iria sempre trunfar a de Deus. Nesse caso, o reino do anticristo lá estava selado, e não era mais a igreja de Deus mas sim a Sinagoga de Satanás.”

Justificação Pela Fé Apenas

Mas não seria apenas o seu entendimento acerca da autoridade do papa que iria mudar. A sua perspectiva da salvação também iria ser revolucionada. Luther mais uma vez regressou ao livro de Romanos, especificamente ao cap 1 vers. 17, onde Paulo fala acerca da justiça de Deus, Luther escreve acerca do que se passou a seguir:

«Enquanto meditava dia e noite e examinava o sentido destas palavras – o justo viverá pela fé – comecei a compreender que a justiça de Deus significa aqui a justiça que Deus oferece e pela qual o justo vive, se tem fé. O sentido da frase é, pois, o seguinte: O Evangelho revela-nos a justiça de Deus, mas a justiça passiva, pela qual Deus, na sua misericórdia, nos justifica por intermédio da fé. (…) Senti-me imediatamente renascer e pareceu-me transpor as portas escancaradas do próprio Paraíso!»

De repente, o evangelho tornou-se em boas novas. Luther entendia a rectidão de Deus como Deus punindo os pecadores na sua justiça e ira vingativa. A justiça de Deus eram más noticias, condenando Lutero independentemente de quantas boas obras ele realizasse. Por isso Luther odiava Deus. No entanto, Luther apercebeu-se que a Justiça de Deus em Romanos 1:17 é revelada no evangelho, o justo viverá pela fé. A justiça de Deus não era para ser temida mas era um dom a ser recebido em Cristo pela fé, para que os pecadores, até os piores pecadores, fossem reputados como justos diante de Deus.

Além disso, a justiça que Deus exige não é algo que consigamos atingir, antes foi conquistada em Cristo para nós. Não necessitamos de justiça própria mas uma justiça alheia nos é imputada e creditada por Deus. Aqui está o que Luther apelidava de “alegre troca”. Cristo levou os nossos pecados enquanto recebemos a sua justiça. Como Paulo escreve  “Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.”( 2Co 5:21). E novamente Paulo afirma em Filipenses 3:9 minha esperança é que “seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus, pela fé;” Por isso, Luther agora sabia que que nós somos justificados não pelas nossas obras e méritos para pela graça apenas (sola gratia) por meio da fé apenas (sola fide),

Com esta descoberta, Luther começaria a escrever como um louco em 1520. Primeiro ele publicou “Aos nobres cristãos da nação alemã”, chamando ao debate a autoridade papal, tal como o direito exclusivo do papa de interpretar a escritura e convocar um concilio. Em segundo, Luther publicou “O cativeiro babilonico da igreja” onde ele argumentava que o dom de Deus é recebido pela fé e assim Roma estaria em erro ao declarar que a graça divina apenas vem da distribuição que o padre faz dos sacramentos (os quais Luther declarava serem apenas dois ao invés de sete). Em terceiro, Luther publicou “A liberdade de um cristão”, dedicado ao papa Leão X, onde positivamente afirmava a doce troca, nomeadamente, que os nossos pecados são dados a Cristo enquanto a justiça de Cristo nos é creditada.

Esta é a Minha Posição

Em 1520 o papa outorgou uma bula (decreto), chamando aos ensinamentos de Lutero um “virus venenoso”, exigindo que Luther se retratasse em 60 dias ou seria excomungado. Ao fim de 60 dias Luther queimou publicamente a bula papal, exclamando: “Porque confundiste a verdade de Deus, hoje o Senhor confunde-te a ti.  Para o fogo contigo!” Luther havia declarado guerra. O papa respondeu com uma segunda bula, excomungando Luther e os seus seguidores.

Normalmente, neste ponto, Luther seria entregue para ser executado, mas Frederico “o Sábio” exigiu uma audiência perante um tribunal germânico. Em 1521 foi chamado a Worms para uma audiência imperial diante de Carlos V, governante do Santo Império Romano. Em Worms, no dia 17 de Abril, 1521, foi dito a Luther que ele devia se retratar, após pensar nisso durante um dia, Luther retornou e disse:

Que se me convençam mediante testemunho das Escrituras e claros argumentos da razão, porque não acredito nem no Papa nem nos concílios já que está provado amiúde que estão errados, contradizendo-se a si mesmos.

Pelos textos da Sagrada Escritura que citei, estou submetido a minha consciência e unido à palavra de Deus. Por isto, não posso nem quero retratar-me de nada, porque fazer algo contra a consciência não é seguro nem saudável.

Não posso fazer outra coisa, esta é a minha posição. Que Deus me ajude! Amén

No dia seguinte o veredicto foi lido; o imperador determinou que Luther era realmente “um cismático obstinado e um herético declarado”. Na sua viagem para casa, Luther foi raptado por homens com espadas e arcos. Foi Luther morto? o pintor germanico Albrecht Durer escreveu no seu diário: “Oh Deus, se Luther está morto quem pregará o santo evangelho tão claramente para nós”. Mas Luther havia sido raptado por amigos, e não inimigos. Frederico o Sábio havia orquestrado a fuga de Luther para o castelo Wartburg. Mas as palavras de Duhrer demonstram que que nada mais nada menos que o evangelho estava em causa na posição de Luther perante o imperador, e este evangelho iria agora mudar (novamente) a Cristandade para sempre.

A Teologia Reformada é importante hoje em dia? 

(…)

Original:http://thegospelcoalition.org/blogs/tgc/2011/10/28/abandon-the-reformation-abandon-the-gospel/                                        Tradução:Fábio Silva





O Polka da Reforma

31 10 2011




Jesus Quer Que Desperdices a Tua Vida

29 10 2011

“Então, Maria, tomando uma libra de ungüento de nardo puro, de muito preço, ungiu os pés de Jesus e enxugou-lhe os pés com os seus cabelos; e encheu-se a casa do cheiro do unguento.” João 12:3

Judas não conseguia entender a decisão ridícula de Maria.

Durante o jantar ela tinho despejado aquele precioso perfume aos pés de Jesus! Quase um ano de salários agora a fazer poças no chão sujo. Completamente desperdiçado!

“Por que não se vendeu este unguento por trezentos dinheiros, e não se deu aos pobres? “

Quão nobre. Mas Judas não estava preocupado com os pobres. “Ora, ele disse isso não pelo cuidado que tivesse dos pobres, mas porque era ladrão, e tinha a bolsa, e tirava o que ali se lançava. ” (João 12:6). Judas estava preocupado com o Judas.

Tanto Maria como Judas tinham objectivos hedonisticos. Nenhum deles era compelido pelo dever estóico. Ambos procuravam o tesouro que eles acreditavam os iria fazer felizes. Para Maria, Jesus era a boa pérola (Mateus 13:45). Ela queria a pérola mais do que tudo. Para Judas, trinta moedas de prata era o preço justo pela Pérola.

O pecado de Judas não era que ele queria a felicidade. O seu pecado era acreditar que ter dinheiro lhe daria mais felicidade do que ter Cristo.

Oh Judas, a tragédia do teu mau calculo de valores! A Pérola que vale mais do que todo o universo sentado à tua frente e tudo o que tu vias eram poças de perfume. Entristeceste-te por um ano de salários enquanto esbanjavas o infinito e eterno tesouro!

Jesus leva todos os seus discípulos a momentos de escolha como os de Maria e Judas. Ele leva-nos a calcular o custo “Quem ama a sua vida perdê-la-á, e quem, neste mundo, aborrece a sua vida, guardá-la-á para a vida eterna.” (João 12:25). Estes momentos forçam-nos a escolher aquilo que nós realmente acreditamos ser lucro. E as escolhas que tomamos revelam se nós valorizamos mais a Pérola ou as poças.

Se escolhermos a Pérola,  ouvimos nas palavras de Judas o julgamento do mundo sobre nós. Eles vêm o tempo, intelecto, dinheiro, juventude, oportunidades financeiras, e vocações derramados aos pés de Jesus. Eles vêm as poças no chão das igrejas, nas missões, orfanatos, e em lares onde crianças são educadas e carreiras profissionais perdidas. E o que eles vêm é o desperdício tolo. Não esperes pelo seu respeito.

Jesus quer que desperdices a tua vida como Maria derramou o seu perfume. Pois na realidade não é um desperdicio. É a verdadeira adoração. Uma vida de amor por Jesus derramada que considera o lucro mundano como perdido demonstra o quão precioso ele é. Ele prega a um mundo desnorteado e desdenhoso que Cristo é lucro e que o verdadeiro desperdicio é ganhar os perfumes e perder a sua vida neste processo.

Então em que é que tens desperdiçado a tua vida hoje?

Jon Bloom em http://www.desiringgod.org/blog/posts/jesus-wants-you-to-waste-your-life                                                    Tradução: Fábio Silva





Por Todos Os Meios Salva Alguns

1 10 2011

John MacArthur

O unico objectivo de Paulo ao fazer-se escravo de todos era para que eles fossem salvos. Ele não estava a tentar ganhar um concurso de popularidade. Ele não estava em busca de fazer-se  a ele próprio ou ao evangelho mais apelativo para eles. Todo o seu propósito era evangelistico. C. H. Spurgeon, ao pregar sobre 1ª a Corintios 9, disse:

“Temo que haja alguns que pregam com o objectivo de entreter homens, e enquanto pessoas possam ser juntadas em multidões, e os seus ouvidos possam ser coçados, e eles possam sair satisfeitos com o que ouviram, o orador fica satisfeito, e guardar as suas mãos, ele vai-se embora auto-satisfeito. Mas Paulo não se entregou para agradar à audiência e cativar a multidão. Se ele não os salvasse ele sentia que não valia a pena interessa-los. A não ser que a verdade trespassasse os seus corações, afectasse as suas vidas, e fizesse deles novos homens, Paulo teria ido para casa clamando, “Quem deu crédito à nossa pregação? e a quem se manifestou o braço do Senhor?”

Agora observem, irmãos, se eu, ou vocês, ou qualquer um de nós, ou todos nós, tivermos passado as nossas vidas meramente entretendo homens, ou educando homens, ou moralizando homens, quando viermos a prestar contas naquele grande ultimo dia estaremos numa condição muito triste, e teremos um triste registo para apresentar; pois que vale a um homem ser educado se ele está condenado? Para que lhe servirá ter sido entretido quando a trombeta soar. E a terra e os céus estiverem a tremer, e o poço abrir as suas mandibulas de fogo e engolir a alma não regenerada? De que vale para um homem estar moralizado, se ainda está, à esquerda do Juiz, e ainda, “Apartai- vos de mim, malditos,” será a sua porção?”(Spurgeon, “Soul Saving Our One Business,” The Metropolitan Tabernacle Pulpit, vol. 25, 674-676)

Esta é precisamente a minha preocupação com as pragmáticas estratégias de crescimento da igreja. O objectivo é atrair os sem-igreja. Para quê? Para entreter-los? Para conseguir fazê-los frequentar as reuniões regularmente? Tirar o “sem” dos sem-igreja não alcança nada de valor eterno. Demasiadas vezes, no entanto, é aqui que a estratégia para. Ou então é combinada com um evangelho reduzido que erradamente assegura aos pecadores que uma “decisão” positiva por Cristo é tão boa como a verdadeira conversão. Multidões que não são Cristãos autênticos agora identificam-se com a Igreja. A Igreja é assim invadida de valores mundanos, os interesses do mundo, e os cidadãos do mundo.

Por todos os meios devemos buscar a salvação dos perdidos. Devemos ser servos de todos,diferentemente para cada tipo de pessoas. Para Judeus como Judeu, para os gentios devemos ser como gentios; para as crianças como uma criança; e por aí fora para todas as facetas da humanidade. Mas o meio primário de evangelismo ao qual não nos atrevemos a fugir, a directa, Cristo-cêntrica proclamação da inadulterada Palavra de Deus. Aqueles que trocam a Palavra por entretenimentos e joguinhos descobrirão que não têm nenhum meio eficaz para alcançar as pessoas com a verdade de Cristo.

Original: http://www.gty.org/Blog/B110925                   Tradução: Fábio Silva

 





Hitler Matava Crianças Com Incapacidade e Nós Também

30 09 2011

Seu nome era Gerhard Herbert Kretschmar – a primeira pessoa morta por ordem oficial de Adolph Hitler. Ele nascera cego e sem alguns dos seus membros. Tinha 5 meses. E não foi o ultimo.

Logo após este acto ilegal (nem mesmo o chanceler da Alemanha podia legalmente ordenar tal coisa), o médico pessoal de Hitler, Dr. Karl Brandt, criou um registo de crianças com incapacidade e uma junta médica que decidiria quem viveria e quem deveria ser morto. Em breve também incluiria adultos. Mais de 200,000 pessoas e física ou cognitivamente invalidas seriam mortas entre 1939 e 1945 na Alemanha.

Esta não foi um caso isolado na historia da humanidade perpetrada por um louco – Pessoas incapacitadas frequentemente são as primeiras a serem alvo de destruição. E quando essa pratica se torna aceitavel, ela expande-se para incluir mais e mais pessoas “consideradas” indignas de viver.

Hoje, isso inclui um de dois gémeos saudáveis ainda no ventre. Algumas mulheres que tiveram despesas financeiras significativas e grandes provas fisicas para conceber crianças através de intervenções médicas, estão voluntariamente a escolher matar um dos seus gémeos saudáveis, apesar de não haver razão médica para tal decisão.

O New York Times olhou para este problema das gravidezes “2-menos-1” em Agosto e frequentemente reduzia-se a duas coisas 1- não foi isto que planeei; e 2 – Não quero ter que aguentar o sofrimento que é ter gémeos.

E pelo menos uma mulher defendeu-se dizendo que se é aceitavel abortar crianças com incapacidade deveria ser igualmente aceitavel um de dois gémeos saudáveis:

“Eu não poderia ter imaginado reduzir os gémeos por razões não médicas” disse ela “mas eu tinha uma amnio e teria tido um aborto se eu soubesse que um dos bebés tinha uma anomalia, ainda que não pusesse em causa a sua sobrevivência. Eu não queria ter de criar um filho deficiente. Algumas chamariam a isso egoísmo, mas eu não. Parentes que abortam devido a uma anomalia apenas não querem essa vida para eles, e é seu direito moldarem as suas vidas conforme querem. Abortar um de dois é assim tão diferente moralmente?”

Pausa depois de esta ultima afirmação. Ela tem razão, sabes. Não existe absolutamente nenhuma diferença moral entre um gémeo saudável e um bebé com incapacidades. No entanto, como uma cultura, comportamo-nos como que se houvesse uma diferença. Nós vemos uma diferença qualitativa entre a vida de uma criança com incapacidades e a de uma criança “tipica”. E quando vemos isto de esta forma, abrimos a porta para que mais crianças sejam destruidas, incluindo crianças saudaveis. E se a história nos pode ensinar algo, também pode incluir adultos que não encaixam na marca da nossa pureza genetica.

Igreja, não não veremos isto de esta forma. Não iremos. Confundiremos a nossa cultura, valorizando todas as crianças em todas as circunstancias. Esta é uma expressão radical de amor para a qual somos chamados como redimidos de Deus. Nós veremos de forma diferente e Jesus será glorificado.

Original: John Knight

FONTE:http://www.desiringgod.org/blog/posts/hitler-killed-disabled-children-and-so-do-we               Tradução: Fábio Silva

__________________________________________________

Qual é a tua opinião acerca do aborto?





Conselho Puritano Sobre Como Descobrir a Vontade de Deus

29 09 2011

John Flavel:

“Se por isso estiverdes em casos duvidosos em busca da vontade de Deus, governai-vos nessa busca  pelas seguintes regras:

1 – Conquistai o verdadeiro temor de Deus nos vossos corações. Tenham um medo genuino de ofende-lo. Deus não oculta a sua mente de tal alma. “O segredo do SENHOR é para os que o temem; e ele lhes fará saber o seu concerto.” (Salmo 25:14)

2 – Estudai mais a Palavra, e menos as preocupações e interesses do mundo. “Lâmpada para os meus pés é tua palavra e luz, para o meu caminho.” (Salmo 119:105), isto é, como uma utilidade revelando e direccionando para todas as tarefas a serem cumpridas e perigos a serem evitados.

3 – Aplicai aquilo que já sabeis,  e sabereis qual é o dever a pôr em prática.  “Se alguém quiser fazer a vontade de Deus, há de saber se a doutrina é dele” (João 7:17) “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria; têm bom entendimento todos os que cumprem os seus preceitos; o seu louvor subsiste para sempre.” (Salmo 111:10)

4 – Orai por iluminação e direcção sobre a direcção para onde deveis ir. Orai a Deus para para que Ele vos guie e para que ele não permita cairdes em pecado.

5 – E tendo feito isto, segui a Providencia até onde ela concordar com a Palavra e não mais além. Não existe utilidade na Providencia contra a Palavra, mas sim em subserviência a ela

The Mystery of Providence, 1678, (Carlisle, PA: Banner of Truth Trust, 2006), 188-9, enfâse minha.

Original: Jonathan Parnell http://www.desiringgod.org/blog/posts/puritan-advice-on-discovering-gods-will                                                Tradução: Fábio Silva

_____________________________________________________

P.S. – C. S. Lewis costumava dizer que tinha de limpar a sua mente alternando cada leitura de um livro moderno por um ou dois livros com mais de 200 anos…como eu o entendo…que diferença de clareza e espiritualidade existia antigamente.