A Parábola do Semeador e as Mega-Igrejas e seus movimentos.

28 10 2010

Mar 4:3-9

“Ouvi: Eis que o semeador saiu a semear; e aconteceu que, quando semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho, e vieram as aves e a comeram. Outra caiu no solo pedregoso, onde não havia muita terra: e logo nasceu, porque não tinha terra profunda; mas, saindo o sol, queimou-se; e, porque não tinha raiz, secou-se. E outra caiu entre espinhos; e cresceram os espinhos, e a sufocaram; e não deu fruto. Mas outras caíram em boa terra e, vingando e crescendo, davam fruto; e um grão produzia trinta, outro sessenta, e outro cem. E disse-lhes: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.”

Quando Jesus pregou esta mensagem, os discípulos não a entenderam e ele mais tarde explicou-lhes o significado. Portanto para ter um entendimento do que Jesus quis dizer com esta parábola, nada melhor que o próprio Jesus a explicar:

“O semeador semeia a palavra. E os que estão junto do caminho são aqueles em quem a palavra é semeada; mas, tendo-a eles ouvido, vem logo Satanás e tira a palavra que neles foi semeada. Do mesmo modo, aqueles que foram semeados nos lugares pedregosos são os que, ouvindo a palavra, imediatamente com alegria a recebem; mas não têm raiz em si mesmos, antes são de pouca duração; depois, sobrevindo tribulação ou perseguição por causa da palavra, logo se escandalizam. Outros ainda são aqueles que foram semeados entre os espinhos; estes são os que ouvem a palavra; mas os cuidados do mundo, a sedução das riquezas e a cobiça doutras coisas, entrando, sufocam a palavra, e ela fica infrutífera.  Aqueles outros que foram semeados em boa terra são os que ouvem a palavra e a recebem, e dão fruto, a trinta, a sessenta, e a cem, por um.”

O meu pensamento com relação a esta parábola é as Mega-Igrejas, ou o conhecido movimento norte-americano “church growth movement” (movimento crescimento da Igreja) ou “seeker sensitive” (adaptada ao ouvinte – tradução livre).

Estes movimentos são caracterizados por um grande zelo pela Grande Comissão de Jesus, e uma grande vontade de atrair todo o tipo de pessoas aos seus cultos. Mas o leitor dirá “ámen, não existe nenhum problema com isso”. Exactamente! uma igreja que não viva segundo estes estatutos é que tem uma grande necessidade de reforma.

Mas o que à primeira vista parece bíblico, muitas vezes no seu âmago é extremamente anti-cristão, e estes movimentos reflectem isso mesmo,  porque o que no papel e em teoria aparenta ser bom, na pratica pode produzir efeitos nefastos.

E estes movimentos são o exemplo prático do que eu acabei de dizer, pois, para atrair pessoas transformaram os cultos em espectáculos de Rock’n’Roll, a cultura secular invadiu a igreja sob o pretexto de: “fazer as coisas de maneira diferente”. Já não se condena o pecado! Nem se prega a morte expiatória de Cristo, nem a imputação do nosso pecado nele, e da sua justiça em nós. Nestas igrejas Cristo morreu para que nós pudessemos viver a melhor vida possivel JÁ! Não existe qualquer preocupação com o que é eterno. Já ouvi dizer em relação aos pecadores: “O importante é que eles estejam cá dentro”, ainda que ninguém condene o seu modo de vida, ainda que toda gente saiba que ele só frequenta os cultos e convívios por uma necessidade que todos os seres humanos têm de socializar e de se sentir amado.

Eles dizem que todo o solo é bom solo, que todo o homem pode ser convencido que deve aceitar a Cristo no seu coração por intermédio de uma oração supersticiosa, e que depois de essa oração ele certamente será salvo.

Mas o que é que a parábola do semeador tem para nos ensinar?

Ela ensina-nos que existem vários tipos de reacção possível ao evangelho (na realidade só existem dois), mas o interessante é que Jesus não nos disse, que todo o solo é bom, ou que o semeador é que tinha falhado ao semear mal, o que Jesus nos diz é que o nosso trabalho é semear a semente verdadeira sem nos preocuparmos com o solo onde ela cai, e que a seu tempo o Espirito Santo fará frutificar, mas que isso já não depende de nós.

Nós não somos chamados para construir impérios, nem para encher a igreja de descrentes, nem tampouco para “entreter bodes” em vez de “pregar às ovelhas” como dizia Spurgeon. O Espirito não precisa da nossa ajuda, como diz o pregador itinerante Paul Washer: “Deus não salva por causa da nossa pregação, Deus salva apesar da nossa pregação”.

Reconheçamos que Ele é Deus e que nós não o somos! Que a maneira que Ele definiu é a mais perfeita e única maneira de levar os pobres pecadores aos seus pés. E que sem o Espírito Santo nada podemos fazer. E acima de tudo semeemos incessantemente na pedra, no caminho e entre os espinhos, pois um dia o Espírito há-de transformar o coração de pedra em carne e mau solo em bom solo.

Fraternalmente em Cristo,

Fábio Silva


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